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Caio Adorno Vassão.

Arquiteto e Urbanista.

Sou graduado e doutor pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Pesquiso Arquitetura Móvel, Arte Contemporânea, Design de Interação e de Interfaces.

Um de meus temas de pesquisa mais recorrentes é o diálogo entre as novas tecnologias e a conformação do ambiente urbano contemporâneo. Como parte deste estudo, pesquiso metodologias de projeto para a computação ubíqua.

Recentemente, trabalhei na atualização e ampliação do Metadesign e propus a abordagem

de projeto que denominei “Arquitetura Livre” que, dentre outras coisas, pode ser considerada uma generalização da abordagem do Software Livre para outras áreas de criação e proposta, como o Design Industrial, o Design de Interfaces, a Arquitetura, a Arquitetura de Alta-Tecnologia, a Arquitetura Móvel e Flexível, o Urbanismo, assim como promove o abandono da distinção entre projeto de sistemas informacionais e o projeto tradicional (vivemos na cidade…).

Como arquiteto e designer, atuei em projeto urbano e de edificações, ilustração técnica e didática, arquitetura da informação e design de informação.

Sou Professor da Faculdade de Artes Plásticas da FAAP. E fui Professor e Pesquisador do Centro Universitário Senac.

Neste site, encontram-se diversas seções que expõem minha produção filosófica, projetual e artística.

Em blog, exponho assuntos mais correntes e comentários menos compromissados.

Em artigos, está listada e disponibilizada a maioria dos artigos que produzi nos últimos dez anos.

Em projetos, exponho os projetos ‘in progress’, que vêm sendo desenvolvidos a mais tempo e terão continuidade.

Em portfolio, exponho trabalhos relacionados às artes gráficas, artes plásticas, instalações, e arte interativa que desenvolvi individualmente ou em grupos ao longo dos anos.

Em expo, apresento a produção mais recente, assim como exposições e palestras.

Em breve planejo disponibilizar uma série de trabalhos gráficos disponíveis para compra. Estes aparecerão na seção expo.

Contato.

Todas imagens, textos e comentários © Caio Adorno Vassão.

Todas as imagens e textos foram produzidos por Caio Vassão entre 1994 e 2012. Salvo quando notificado.

 Deus Ex Scientia

dinosauro

 

O famoso fresco da Capela Sistina, de Michelangelo, com Adão reclinado, esperando ser ungido por Deus, que se estica todo para alcançá-lo.

 

No Museu de História Natural de Los Angeles, existe um evento chamado “Dinosaur Encounters”, em que “dinosauros passeiam entre os visitantes”: atores (mímicos) utilizam um animatronic parcial (pois boa parte do movimento é do próprio corpo do ator), e causam espanto nos presentes, em especial, as crianças.

 

A cena, por algum motivo, me parece ter significado especial: a mãe que estica a mão para tocar o dinosauro, reconfortando a criança no carrinho de bebê… Não sou grande conhecedor de paleontologia mas, pelo que sei, ainda não existe teoria definitiva sobre o que eram os dinosauros, ou como eles viviam. Da última vez que verifiquei, acreditava-se que os dinosauros não estão estintos, pois alguns de seus descendentes, os pássaros, ainda encontram-se entre nós.

 

O “dinosauro” que se estende para cheirar o bebê é um objeto da imaginação, assim como Deus, diria um ateu. “Tocar a transcendência!”… A ciência, como peça da indústria cultural, excreta imagens, crenças, mitos e, principalmente, memes — mas tenho certeza de que Dawkins discordaria que a ciência se propaga como os memes, sendo que ele despreza toda forma de religião que, para ele, são memes das mais contagiosas…

 

Em outras oportunidades, já insisti que “a Ciência diz a Verdade, mas não Toda a Verdade”. Verdades múltiplas, significados vagos. Mas a ciência se propaga como parte da Indústria Cultural, a isso atesta a grande popularidade dos museus de ciência, e do evento “Dinosaur Encounters”, em particular. Na maior parte do tempo, a Indústria Cultural não incentiva o aprofundamento no conhecimento científico, apenas divulga “a última descoberta” ou, pelo menos, “a descoberta mais bombástica do momento”, que se propaga por ‘contaminação’ e anedotismo, memes…

 

Como diria Nietzsche: o roteiro é o mesmo, só mudam os atores…