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Um processo bastante consolidado é o da emergência da forma literária do hipertexto. Proposta por Ted Nelson, a partir de conceitos de Vannevar Bush, JCR Licklider, e gradualmente implementada por Douglas Engelbart, Alan Kay, Bill Atkinson e Tim Berners-Lee (e múltiplas equipes coordenadas por essas pessoas…), o hipertexto se converteu na forma literária, e midiática, dominante no mundo contemporâneo — superando a forma predominante anterior, o livro impresso — que tinha superado a forma anterior, o livro caligráfico, em pergaminhos.

(Acima: Pergaminhos do Mar Morto, Bíblia de Gutenberg, Hipertexto de Ted Nelson.)

Não estamos obervando a mesma mutação do ambiente urbano?: da cidade murada ancestral — que manifesta a idéia de cidade enquanto um processo localizado — passando pela cidade-região contemporânea, que se sustenta já em um processo não-local: as instituições modernas e da indústria — e emerge a cidade distribuída, uma rede de relações, talvez expressa pela “Cidade Nua” de Guy Debord, uma cidade psicogeográfica, dotada de inúmeras redes sócio-técnicas sobrepostas.

(Acima: Cidade de Český Krumlov, Boemia, São Paulo, do avião, Naked City de Debord.)

Urbanidade Distribuída.

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