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Caio Adorno Vassão.

Arquiteto e Urbanista.

Sou graduado e doutor pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Pesquiso Arquitetura Móvel, Arte Contemporânea, Design de Interação e de Interfaces.

Um de meus temas de pesquisa mais recorrentes é o diálogo entre as novas tecnologias e a conformação do ambiente urbano contemporâneo. Como parte deste estudo, pesquiso metodologias de projeto para a computação ubíqua.

Recentemente, trabalhei na atualização e ampliação do Metadesign e propus a abordagem

de projeto que denominei “Arquitetura Livre” que, dentre outras coisas, pode ser considerada uma generalização da abordagem do Software Livre para outras áreas de criação e proposta, como o Design Industrial, o Design de Interfaces, a Arquitetura, a Arquitetura de Alta-Tecnologia, a Arquitetura Móvel e Flexível, o Urbanismo, assim como promove o abandono da distinção entre projeto de sistemas informacionais e o projeto tradicional (vivemos na cidade…).

Como arquiteto e designer, atuei em projeto urbano e de edificações, ilustração técnica e didática, arquitetura da informação e design de informação.

Sou Professor da Faculdade de Artes Plásticas da FAAP. E fui Professor e Pesquisador do Centro Universitário Senac.

Neste site, encontram-se diversas seções que expõem minha produção filosófica, projetual e artística.

Em blog, exponho assuntos mais correntes e comentários menos compromissados.

Em artigos, está listada e disponibilizada a maioria dos artigos que produzi nos últimos dez anos.

Em projetos, exponho os projetos ‘in progress’, que vêm sendo desenvolvidos a mais tempo e terão continuidade.

Em portfolio, exponho trabalhos relacionados às artes gráficas, artes plásticas, instalações, e arte interativa que desenvolvi individualmente ou em grupos ao longo dos anos.

Em expo, apresento a produção mais recente, assim como exposições e palestras.

Em breve planejo disponibilizar uma série de trabalhos gráficos disponíveis para compra. Estes aparecerão na seção expo.

Contato.

Todas imagens, textos e comentários © Caio Adorno Vassão.

Todas as imagens e textos foram produzidos por Caio Vassão entre 1994 e 2012. Salvo quando notificado.

 Urbanidade Distribuída.

Um processo bastante consolidado é o da emergência da forma literária do hipertexto. Proposta por Ted Nelson, a partir de conceitos de Vannevar Bush, JCR Licklider, e gradualmente implementada por Douglas Engelbart, Alan Kay, Bill Atkinson e Tim Berners-Lee (e múltiplas equipes coordenadas por essas pessoas…), o hipertexto se converteu na forma literária, e midiática, dominante no mundo contemporâneo — superando a forma predominante anterior, o livro impresso — que tinha superado a forma anterior, o livro caligráfico, em pergaminhos.

(Acima: Pergaminhos do Mar Morto, Bíblia de Gutenberg, Hipertexto de Ted Nelson.)

Não estamos obervando a mesma mutação do ambiente urbano?: da cidade murada ancestral — que manifesta a idéia de cidade enquanto um processo localizado — passando pela cidade-região contemporânea, que se sustenta já em um processo não-local: as instituições modernas e da indústria — e emerge a cidade distribuída, uma rede de relações, talvez expressa pela “Cidade Nua” de Guy Debord, uma cidade psicogeográfica, dotada de inúmeras redes sócio-técnicas sobrepostas.

(Acima: Cidade de Český Krumlov, Boemia, São Paulo, do avião, Naked City de Debord.)

 Urbanidade Distribuída

Creio que, cada vez mais, a cidade é um “processo não-local”…

Desde as estruturas leves, passando pela atividade acadêmica e profissional em Design de Interação, e ainda conceitos aparentemente desconectados entre si, como a exploração filosófica do Projeto, retomando a “Cultura de Projeto“, e meu envolvimento com a “Ecologia Profunda“, que integra a natureza e a tecnologia — são incursões em pensar a urbanidade de outro modo.

O Pocket Car é uma proposta de compreender-se a urbanidade a partir da complexidade que emerge dos pequenos objetos consumidos e utilizados em massa.

Atualmente, trabalho na direção da “Cidade Distribuída”, um novo modelo urbano, que vai além do conceito da “Cidade Compacta”.

Ainda em 2012, haverá publicações neste sentido…

Mais informações aqui.

 Tetratense – Detalhes, Montagem

Venho trabalhando com estruturas poliédricas há muitos anos. Em especial, questiono as amplas possibilidades das estruturas baseadas na composição geométrica mínima: o tetraedro.
A partir de julho de 2009, comecei a pesquisar as possibilidades da estruturação do tetraedro pela tração, compondo um sistema de alta-performance, pela redução radical da massa empregada na estrutura. Isso torna-se possível pela redução do comprimento máximo das peças de compressão, inerentemente mais bojudas que as peças de tração.

Essa pesquisa acabou resultando na peça que suporta e cria a ambiência da exposição “Senac faz Arquitetura”, atualmente exposta na Bienal de Arquitetura de São Paulo, e que irá, durante o ano de 2010, itinerar pelas sedes do Senac que foram documentadas por Gal Oppido para a exposição.
Esruturas poliédricas são inerentemente eficientes. Se projetadas tendo-se em mente a produção industrial serializada, assim como a logística de montagem e transporte, tem-se um sistema estrutural de alta-performance e grande agilidade, além de versatilidade.

Neste caso, a estrutura foi aplicada à composição de um espaço expositivo. Mas poderia ser utilizada para a composição de habitação, ensino, saúde, etc.

 Tetratense

Venho trabalhando com estruturas poliédricas há muitos anos. Em especial, questiono as amplas possibilidades das estruturas baseadas na composição geométrica mínima: o tetraedro.
A partir de julho de 2009, comecei a pesquisar as possibilidades da estruturação do tetraedro pela tração, compondo um sistema de alta-performance, pela redução radical da massa empregada na estrutura. Isso torna-se possível pela redução do comprimento máximo das peças de compressão, inerentemente mais bojudas que as peças de tração.

Essa pesquisa acabou resultando na peça que suporta e cria a ambiência da exposição “Senac faz Arquitetura”, atualmente exposta na Bienal de Arquitetura de São Paulo, e que irá, durante o ano de 2010, itinerar pelas sedes do Senac que foram documentadas por Gal Oppido para a exposição.
Esruturas poliédricas são inerentemente eficientes. Se projetadas tendo-se em mente a produção industrial serializada, assim como a logística de montagem e transporte, tem-se um sistema estrutural de alta-performance e grande agilidade, além de versatilidade.

Neste caso, a estrutura foi aplicada à composição de um espaço expositivo. Mas poderia ser utilizada para a composição de habitação, ensino, saúde, etc.
Concretamente, as características técnicas desta estrutura fazem parte de uma outra cosmologia do ambiente urbano, na qual a mobilidade abre a composição do espaço construído aos fluxos do cotidiano, e o espaço da cidade deixa de ser um “fundo” para tornar-se matéria de produção coletiva e colaborativa do espaço.
Veja mais informações aqui.

 Pocket Car…

Em andamento!

 Corpo, Interação e Urbanidade.

Escrevi esse artigo para o livro “Corpo e Espaço”, que foi concebido e atualmente sendo organizado e editado por Wilton Garcia, que continua sua intensa pesquisa quanto ao Corpo e Cultura Contemporânea.

 

Trato das questões epistemológicas, antropológicas e filosóficas que circundam a questão do Design de Interação para o Ambiente Urbano. Em especial, questiono a relação entre corpo e ambiente, no contexto da Computação Ubíqua.

 

Como não poderia deixar de ser, discuto essa problemática sob forte influência de Merleau-Ponty (Fenomenologia), Gilles Deleuze e Félix Guattari (“Mil-Platôs”, Pós-Estruturalismo).

 Arquitetura Livre: Complexidade, Metadesign e Ciência Nômade.

Tese de doutoramento, defendida na FAUUSP em abril de 2008.

 

Venho pesquisando a possibilidade da Liberdade quanto ao projeto (arquitetônico, industrial, de interação, interfaces, urbano, artístico, etc…) desde minha dissertação de mestrado, quando me deparei com a inerente imobilidade conceitual da maioria dos projetos de arquitetura “móvel”.  

 

Partindo da contribuição da Fenomenologia de Merleau-Ponty e do Pós-estruturalismo de Deleuze e Guattari, desenvolvi uma abordagem para o Projeto da Complexidade.

 

Primeiramente, a abordagem envolveu a atualização do chamado “Metadesign”, metodologia de projeto já bastante estabelecida, mas ainda caucada na noção de sistemas complexos como compreendida – de maneira instrumental – pela cibernética e teoria dos sistemas.

 

Minha proposta foi acoplar práticas e abordagens do Software Livre, da Emergência, da Teoria da Informação, da Programação de Computadores, da Arte e da Poética para propor uma noção de projeto colaborativo que tem no Corpo seu fulcro existencial e propositivo. Dei o nome de “Arquitetura Livre” para essa abordagem.

 

Muitas outras pessoas já vêm utilizando o termo com conotações similares, mas procurei estabelecer um vínculo entre tecnologia de ponta, contexto político-cultural e a filosofia contemporâneos em que os aspectos “instrumentais” fiquem sumissos aos “ferramentais”.

 

Quem tiver interesse, é só entrar em contato:
caio@caiovassao.com.br

 Pocket Car

Finalmente, estamos com tudo pronto para o lançamento do projeto Pocket Car. A parceria que vinha desenvolvendo com Marcus Del Mastro resulta em uma iniciativa em que pretendemos promover os debates em relação ao transporte individual no contexto urbano contemporâneo.

Esta será a primeira iniciativa da Outra Urbanidade, e já estamos ativando os conceitos fundamentais: processo colaborativo, projeto aberto, imbricamento da tecnologia e a conformação alternativa do ambiente urbano. Post inicial do projeto.

Portal Pocket Car: em breve, ele será mais do que um mural. Estamos trabalhando em um Portal completo, em que iremos postar conteúdo que vem sendo contribuído pelos colaboradores.


Pocket Car, Transportes Leves, Colaboração, e Outra Urbanidade.


Pocket Car, GM, Segway, Indústria, Cidade, Colaboração,…

 Pocket Car.

A proposta do projeto Pocket Car é questionar as possibilidades da tecnologia contemporânea, e sua aplicação na reconfiguração do aparato que chamamos de “veículo individual”. Como Marcus Del Mastro bem coloca, o automóvel “genérico” é um meio de transporte “coletivo privado”, e não um veículo individual. Estes seriam as motocicletas, e as diversas tentativas de micro-carros, e variantes. Em geral, tais propostas foram malogradas por mostrarem-se inteiramente inadequadas para o convívio em uma ecologia urbana dominada pelo motor a explosão e pela autopista…

 

As múltiplas possibilidades da tecnologia digital contemporânea ainda não comparecem nos projetos de veículos. Incrivelmente, a Arquitetura do Produto “Automóvel” pouco mudou nos últimos 100 anos. Começamos esse projeto por questionar essa arquitetura, e propondo uma arquitetura de produto alternativa, ligada às estruturas leves, aos materiais compósitos, ao controle informatizado, e à computação ubíqua.

 

Por outro lado, que cidade seria essa, não mais “entupida” pelo automóvel de cinco lugares, bagageiro, potência da centena de cavalos, armadura de aço? Quais as modalidades de ambiente urbano que poderiam surgir a partir daí? Quais ecologias de transportes e tráfego que se desdobrariam da banalização de um meio de transporte leve, altamente eficiente e relativamente barato?

 

Dizem que Steve Jobs teria comentado, quando apresentado ao Segway: “novas cidades serão projetadas em função dessa máquina!” Mas, mesmo que as cidades não tenham sido propriamente projetadas em função do automóvel, certamente ele é o fio condutor do ambiente urbano inóspito em que vivemos. Dia 20 de dezembro de 2008, nos reuniremos no Teatro do Centro da Terra, às 20:00hs, para apresentar o que viemos desenvolvendo nos últimos anos. Contamos com a presença de todos os interessados. Este é um projeto colaborativo.

 Recortes de Estudos sobre Aparatos de Privação/Ampliação Sensorial

Projeto no cruzamento entre arte e design. Objetos sobrepostos ao corpo humano, especialmente à cabeça (“sensorial cluster”, de acordo com Niven), interpõem-se aos olhos e ouvidos, e projetam nestes imagens a partir de jogos de espelhos e amplificadores, ou lentes sobrepostas.

Exploração da interposição que é qualquer aparato de amplificação da percepção. Do mesmo modo, nosso corpo deve ser reconfigurado com a presença destes. Um simples e corriqueiro par de óculos é um bom exemplo de um aparato dessa natureza.

 Arquitetura Móvel: propostas que colocaram o sedentarismo em questão.

Dissertação de mestrado. Apresentada à FAUUSP em outubro de 2002.

 

Neste texto, sintetizei minha pesquisa tecnológica, ambiental, espacial e sociológica quanto à mobilidade do espaço arquitetônico, assim como identifiquei tipologias urbanas cogitadas e propostas pelos arquitetos da mobilidade. Pesquisei as técnicas de construção e estruturais da arquitetura móvel, os principais proponentes deste tipo de arquitetura.

 

Mas, certamente, a questão mais importante ali foi se haveria concretamente uma “arquitetura nômade”. No contexto urbano contemporâneo, em que predomina um “mobilidade do turista”, conclui que existem duas arquiteturas móveis: a do “nômade urbano” (a população sem-teto), e uma “arquitetura móvel sedentária”, na qual a mobilidade é apenas ferramenta para que as estruturas sociais possam acomodar-se a movimentos a ela inerentes, sem que a sociedade efetivamente torne-se nômade. Ou seja, a Arquitetura Móvel contemporânea, como praticada pelos expoentes e como infra-estrutura de eventos, shows, espetáculos, auxílio a desabrigados, infra-estrutura militar e de turismo é muito mais uma “válvula de escape”, do que a procura por um modo libertário de vida, crítico aos laços sócio-espaciais por demais fixos e estáveis.

 

Quem tiver interesse em ler a dissertação, favor entrar em contato: caio@caiovassao.com.br

 Ecologias de Interação

Serviços e aplicações no contexto da computação ubíqua.

A imagem acima é uma extrapolação a partir do diagrama clássico publicado por Paul Baran em 1964. Em seu artigo, Baran compara redes centralizadas (esquerda), descentralizadas e distribuídas. No entanto, seria necessário que se falasse de redes compostas como grafos saturados (direita), que é o modelo cognitivo que se opera nas redes de comunicação contemporâneas. Artigo original de Baran, no site da RAND.

As redes centralizadas são aquelas operadas por sistemas de broadcast (jornais, rádio, televisão, etc). Redes descentralizadas seriam as mais comuns, na prática, o hardware que dá suporte à Internet e à Web é organizado em uma rede descentralizada (se considerado localmente). As redes distribuídas começam a ser operadas nas redes Mesh (ou ad hoc) da computação ubíqua – apesar de já ser tomada (até certo ponto, erroneamente) como o paradigma em ação na Web.

Mas seria necessário comparar essas três à sensação concreta de utilização de sistemas em rede (web ou internet), que é a de comunicação de ponto a ponto, como em um grafo saturado, em que todos os participantes d euma rede estariam conectados com todos os outros. Apesar dessa última ser uma impossibilidade, em termos de hardware, ela expressa a sensação de quem utiliza sistemas dessa natureza.

Parte do esforço da Ecologia de Interação é a de conceber sistemas e Camadas Ambientais Interativas que contemplem tal articulação em níveis de abstração distintos.

 Série Veicular (1999-2001)

Nessa época, estava tão envolvido com desenho, que não conseguia ficar sem fazer algo por muito tempo. Levava o caderno no carro. No meio do trânsito, quando o tráfego parava (mesmo), eu desenhava o que via pelo pára-brisa…

 Mãos

Um dia vou tentar desenhar minha mão direita (com a esquerda, naturalmente).

 Uma Outra Urbanidade

Projeto difuso e distribuído. Difuso porque sem limites pré-determinados, e sem limites que conformem um campo de ação específico. Distribuído porque sem um ponto focal e/ou unitário de proposta e desenvolvimento.

Pretendo explorar uma maneira integrada e de “pontas soltas” de se pensar e construir o ambiente urbano – a partir da Arquitetura Livre. A proposta não está alinhada com a “Totalização”, como é comum nos projetos urbanos, ou das propostas conceituais urbanas — mas da Experimentação. Cada projeto para Outra Urbanidade seria um experimento vinculado a propostas dinâmicas e não necessariamente acabadas.

Acima, a comparação de tamanho entre um “veículo extra-compacto” e um veículo automotor de tamanho médio atual. O primeiro projeto tratará da circulação e transporte urbanos, e será desenvolvido em uma atividade coletiva em janeiro de 2009.

Clique aqui para mais informações.

 “Pod”

Um sistema de enclausuramento móvel: o corpo em movimento, mas descolado do ambiente circundante. A alienação que age sobre o mundo. Como que esquecendo que temos mãos, dedos, braços, e tudo fosse indireto, mediado, reconfigurado pelos aparatos tecnológicos.

Antropomórficos.

 Ecologias de Interação

Serviços e aplicações no contexto da computação ubíqua.

A imagem acima é uma extrapolação a partir do diagrama clássico publicado por Paul Baran em 1964. Em seu artigo, Baran compara redes centralizadas, descentralizadas e distribuídas (direita). No entanto, seria necessário que se falasse de redes compostas como grafos saturados (esquerda), que é o modelo cognitivo que se opera nas redes de comunicação contemporâneas. Artigo original de Baran, no site da RAND.

Minha pesquisa acadêmica mais recente se direciona particularmente a esse campo de atividades. A proposta é aplicar os métodos do Metadesign e da Arquitetura Livre para a proposta e desenvolvimento de Ecologias de Interação: sistemas complexos (ou simples) de interação dotados de múltiplas plataformas e modos de interação.

Uma das prerrogativas da Ecologia de Interação é que os sistemas interativos contemporâneos, e futuros, são parte integrante do ambiente urbano. Parte do esforço da Ecologia de Interação é a de conceber sistemas e Camadas Ambientais Interativas que contemplem tal articulação em níveis de abstração distintos.

Clique aqui para mais informações.

 Arquitetura Elástica (2002-)

Começando em 2002, experimento com formas em que materiais elásticos possam ser utilizados em uma outra abordagem arquitetônica. Sempre relacionada à Arquitetura Móvel, a elasticidade das estruturas portantes poderia ser uma maneira de flexibilizar o espaço (literalmente!).

A estrutura acima é uma derivação de conversas com Gustavo Pieroni, nas quais procurava ajudá-lo a definir a estrutura de sua peça de projeto (TCC, Senac). Esses atendimentos sempre perseguem a gente. Mais tarde, decidi modelar a peça, para demonstrar para o Gustavo. Ele seguiu outro rumo. Mas o modelo ficou.

Observando esse anel, me pareceu óbvio que pode ser utilizado como base estrutural de um dos “coronais” de Schroeder.

Clique aqui para mais informações.

 Arquitetura Elástica (2002-)

Começando em 2002, experimento com formas em que materiais elásticos possam ser utilizados em uma outra abordagem arquitetônica. Sempre relacionada à Arquitetura Móvel, a elasticidade das estruturas portantes poderia ser uma maneira de flexibilizar o espaço (literalmente!).

A estrutura acima é uma derivação de conversas com Gustavo Pieroni, nas quais procurava ajudá-lo a definir a estrutura de sua peça de projeto (TCC, Senac). Esses atendimentos sempre perseguem a gente. Mais tarde, decidi modelar a peça, para demonstrá-la ao Gustavo. Ele seguiu outro rumo. Mas o modelo ficou.

Observando esse anel, me pareceu óbvio que pode ser utilizado como base estrutural de um dos “coronais” de Schroeder.

A estrutura consiste em uma malha cilíndrica em que hastes de perfil aproximadamente losangulares estão associadas por elásticos trançados, como em um tecido. A estrutura se mantém em seu formato cilíndrico porque a malha elástica traciona as hastes de maneira contínua e distribuída.

 Tetrafield – Gravuras (2003-4) V

Exploração visual da geometria alternativa do sistema tetrafield. Procuro tornar mais expressivas as peculiaridades da geometria radicalmente não ortogonal do sistema.
Em breve, série de gravuras. Em Expo. Imagem anterior

 Tetrafield – Gravuras (2003-4) IV

Exploração visual da geometria alternativa do sistema tetrafield. Procuro tornar mais expressivas as peculiaridades da geometria radicalmente não ortogonal do sistema.
Em breve, série de gravuras. Em Expo. Imagem anterior
Próxima imagem.

 Tetrafield – Gravuras (2003-4) III

Exploração visual da geometria alternativa do sistema tetrafield. Procuro tornar mais expressivas as peculiaridades da geometria radicalmente não ortogonal do sistema.
Em breve, série de gravuras. Em Expo. Imagem anterior
Próxima imagem.

 Tetrafield – Gravuras (2003-4) II

Exploração visual da geometria alternativa do sistema tetrafield. Procuro tornar mais expressivas as peculiaridades da geometria radicalmente não ortogonal do sistema.
Em breve, série de gravuras. Em Expo. Imagem anterior
Próxima imagem.

 Tetrafield – Gravuras (2003-4)

Exploração visual da geometria alternativa do sistema tetrafield. Procuro tornar mais expressivas as peculiaridades da geometria radicalmente não ortogonal do sistema.
Em breve, série de gravuras em fresagem. Em Expo.
Próxima imagem.

 Antropomórficos (2001-2002)

Série de imagens antropomórficas derivadas a partir de matriz vetorial, por meio da técnica de campos de difusão.
Estou preparando uma série de gravuras em fresagem a partir dessas matrizes. Logo mais na seção Expo.

 Pétalas (1996-)

Imagino uma época futura em que o meio de locomoção mais comum e acessível sejam dirigíveis controlados pela ação do vento e da densidade do gás de sustentação. Aqui estão algumas explorações iniciais.

Como seria um “urbanismo aéreo”? Não é uma idéia tão absurda como pode parecer: se estamos imersos em um oceano de ar, e se essa atmosfera é um meio material capaz de sustentar montanhas de água que são as nuvens, por que não banalizar os aerostatos, os veículos mais leves do que o ar?

Imagine um urbanismo que se faz “de cima para baixo”, e não de “baixo para cima”: afinal de contas, a história da humanidade foi a da expansão do alcance territorial a partir das navegações, ou seja, da cota mais baixa do globo terrestre, “de baixo para cima”.

Se passarmos a flutuar como bóias móveis pela atmosfera, e descermos para tocar o solo quando acharmos oportuno, é provável que uma sensibilidade completamente diferente venha construir as cidades do futuro…

 Desenhar…

Como comento, de vez em quando, tenho uma obsessão por desenhar. Desenho constantemente desde pequeno. Tenho dezenas de cadernos, e centenas de folhas desenhadas. Durante um tempo, flertei com a pintura – um pouco de guache, ecoline, aquarela. Mas, assim que passei para o photoshop, superfícies coloridas e preenchimentos são coisas para depois de scanear…

Esses caderninhos (acima) foram feitos e preenchidos no final do ano de 2000. Dragões, balões, tetrafield e outras estruturas, malhas e “lattices”.

Mais cadernos e desenhos amanhã…

 Estruturas Poliédricas e Malhas.

Desde 1994, pesquiso um modo alternativo de estrutura portante que denomino “Estruturas Poliédricas”. Esse nome se deve ao modo como componho essas estruturas: a aglomeração de poliedros dos mais variados tipos que, no entanto, tendem a ser variações sobre o Tetraedro. Um dos desdobramentos dessa pesquisa de longo prazo foi o sistema Tetrafield.. Outro aspecto das estruturas poliédricas é sua característica de “malha complexa”: no lugar de procurar uma forma simplificada, uma aparência de simplicidade que esconderia uma extrema complexidade, escolho expor essa complexidade em sua inteireza.

 Tipografia

Experimentos tipográficos e legibilidade.

A família tipográfica que está nos “botões” das seções (no cabeçalho do site) é a Gill Sans. O uso dela é, obviamente, uma homenagem a Edward Tufte, pioneiro do Design da Informação.

Os experimentos tipográficos acima são parte da procura de desmontar a ecologia de sinais tipográficos que compõem o alfabeto latino. Como Neville Brody, acredito que a coleção de letras do alfabeto latino é um ecossistema tão conciso e fechado que, mesmo que apresentemos um texto em fontes como “webdings”, a coleção de palavras e sinais seqüenciais pode ser compreendida…

A proposta desses experimentos é criar “novas letras”, pela soma e subtração de letras existentes. Certamente, já vi esse tipo de experimento por aí, mas não me recordo onde, ou quando… Mas isso não impede que a compulsão se arrefeça.

 Série, associações.

Desenhos antigos. Ponta porosa sobre papel vegetal.

Séries de objetos ligados entre si. Vestimentas, corpo, árvores, rizomas…

 Estruturas Poliédricas e Malhas

Desde 1994, pesquiso um modo alternativo de estrutura portante que denomino “Estruturas Poliédricas”. Esse nome se deve ao modo como componho essas estruturas: a aglomeração de poliedros dos mais variados tipos que, no entanto, tendem a ser variações sobre o Tetraedro. Um dos desdobramentos dessa pesquisa de longo prazo foi o sistema Tetrafield. Outro aspecto das estruturas poliédricas é sua característica de “malha complexa”: no lugar de procurar uma forma simplificada, uma aparência de simplicidade que esconderia uma extrema complexidade, escolho expor essa complexidade em sua inteireza.
Para mais informações, clique aqui.

 Future iMac – Tablet Mac (2002)…

Seis meses antes do lançamento do TabletPC, especificado pela Microsoft em 2002, meu irmão (Tiago Vassão) foi contatado pela revista MacMania, juntamente a mais dois designers, para apresentar imagens do que seria o “Mac do futuro”. Os dois outros projetos, inclusive o que foi parar na capa da revista, foram pensados como “delírios conceituais”.

Meu irmão me consultou, sabendo de meu envolvimento de longa data com o Design de Interfaces. Propus algo que provou-se bastante presciente: associar as pesquisas em interfaces de toque direto e stylus com os recentes avanços (para 2002) em hardware de laptops. A principal referência foi, ironicamente, o projeto da IBM que culminou nos ThinkPads. A gente conversou bastante, e chagamos ao projeto acima.

Acreditava que essa abordagem estava relegada aos Palmtops e PDAs da época, esquecida em função da ditadura dos GUIs. Para nossa surpresa, a Microsoft, conjutamente a empresas de hardware, edita a especificação dos TabletPCs e lança versão adequada do Windows. Foi um exercício interessante, que precedeu meu envolvimento com Information Appliances.

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 Future iMac – Tablet Mac (2002)

Seis meses antes do lançamento do TabletPC, especificado pela Microsoft em 2002, meu irmão (Tiago Vassão) foi contatado pela revista MacMania, juntamente a mais dois designers, para apresentar imagens do que seria o “Mac do futuro”. Os dois outros projetos, inclusive o que foi parar na capa da revista, foram pensados como “delírios conceituais”.

Meu irmão me consultou, sabendo de meu envolvimento de longa data com o Design de Interfaces. Propus algo que provou-se bastante presciente: associar as pesquisas em interfaces de toque direto e stylus com os recentes avanços (para 2002) em hardware de laptops. A principal referência foi, ironicamente, o projeto da IBM que culminou nos ThinkPads. A gente conversou bastante, e chagamos ao projeto acima.

Acreditava que essa abordagem estava relegada aos Palmtops e PDAs da época, esquecida em função da ditadura dos GUIs baseados em mouse e a metáfora do escritório. Para nossa surpresa, a Microsoft, conjutamente a empresas de hardware, edita a especificação dos TabletPCs e lança versão adequada do Windows. Foi um exercício interessante, que precedeu meu envolvimento com Information Appliances.

Para mais informações, clique aqui.

 Anéis

Gravura bidimensional de matriz tridimensional. Geração de imagem diretamente a partir de imagem vetorial. Impressão em jato de tinta. (2001)

A astronomia e a astrofísica continuam a me perseguir. Emulação de relatórios formais científicos em astrofísica e sondas remotas.

 Movimento de Terra

O que ocorreria com nossa tecnologia se ela fosse reconfigurada ao modo como nós reconfiguramos a Terra? Como faz-se o “Movimento de Terra”…

Fiz a modelagem e composição para chegar na linguagem fragmentada, como a superfície da Terra após a presença humana… Assim como as camadas tectônicas são reconfiguradas pelas escavadeiras, a própria tecnologia se presta a este tipo de reconfiguração. Criei o modelo tridimensional, cujas diversas renderizações foram recortadas e configuradas. (obs.: Não sei se acredito na dita “cultura corta/cola”.)

Evento “Mostra/Mostra” (Piccolo – 2001).

Gravura digital, técnica mista: modelagem 3D, renderização simples (gouraud e polígonos), recorte e sobreposição.

 Pétalas

Iniciando em 1996, venho cogitando a possibilidade de dirigíveis manobrados apenas pela ação do vento. Diferentemente dos balões de ar quente convencionais, que operam como grandes velas passivas mais leves que o ar, estes dirigíveis seriam direcionados pela ação do vento da forma como um barco a vela seleciona a direção que quer ir de acordo com a fricção controlada com o mar e o vento.

Minha intenção é, ainda, um tanto vaga: estes objetos poderiam ser peças de aeromodelismo, ou então veículos de grande porte, ou ainda uma espécie de veleiro esportivo aéreo. O que importa é explorar as possibilidades do meio de locomoção que promete ser o mais eficaz, ecológico, e divertido…

clique aqui para mais informações

 Campos de Difusão

Experimentos com um procedimento de manipulação indireta de imagem. Lidando com uma seqüência de procedimentos padronizados, a composição exata da imagem evolui de acordo com a estrutura original e com o ajuste fino dos parâmetros manipulados pelos procedimentos. Campos de Difusão (CDs) têm relação com os autômatos celulares, como Life, de John Conway: cada etapa (geração) do desenvolvimento das composições dependem das relações intrínsecas entre as regiões preenchidas com os tons opostos (zero e um). A diferença é que, nos CDs, a passagem entre as gerações não é estritamente formalizada — apesar das regras muito claras, controle de níveis de subdivisão, níveis de contraste, etc., essas regras podem ser operadas com bastante liberdade. (2003-)

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 Mala Falante

Proposta desenvolvida em grupo com Karlla Girotto, Renato Hofer, Marcus Del Mastro e Caio Vassão (1999). Mala dotada de transceiver de áudio: deixada em locais públicos, suscitaria comunicação e interação mediada pela mala.

 Máquina de Trocas

Proposta desenvolvida em conjunto com Karlla Girotto, Renato Hofer e Marcus Del Mastro (1999). Vending Machine alterada para funcionar como uma máquina de trocas: pessoas deixam objetos e os trocam por outros objetos expostos na máquina. .

 Antropomórficos e antropomorfia

Pesquisa em proporção, posição e movimento.
Essa pesquisa já se desdobrou em série de imagens e em artigos.

 Tetrafield

Projeto desenvolvido entre 1998-2002. Proposta desenvolvida a partir de um conjunto de formas geométricas de composição. Tetrafield é uma coleção de especificações para a montagem de estruturas portantes: estruturas de suporte, estruturas de separação e promoção de conforto e níveis ambientais. clique aqui para mais informações
Desenvolvi uma série de gravuras a partir do sistema geométrico Tetrafield, com a intenção de explorar visualmente suas peculiaridades. Um exemplo está disponível aqui.

 Tetrafield

Projeto desenvolvido entre 1998-2002. Proposta desenvolvida a partir de um conjunto de formas geométricas de composição. Tetrafield é uma coleção de especificações para a montagem de estruturas portantes: estruturas de suporte, estruturas de separação e promoção de conforto e níveis ambientais.

Desenvolvi uma série de gravuras a partir do sistema geométrico Tetrafield, com a intenção de explorar visualmente suas peculiaridades. Um exemplo está disponível aqui.

 Centro Auto-Regenerativo (TGI).

Trabalho de graduação interdisciplinar (TGI apresentado à FAUUSP em agosto de 1996). Diretamente influenciado por Buckminster Fuller (perceptivelmente no “regenerativo” do título) este trabalho marcou uma posição de procura permanente de alternativas quanto à composição do ambiente urbano. Selecionado como melhor trabalho de graduação da FAUUSP em 1996 (e solenemente ignorado pelo júri do “Opera Prima”) foi publicado na revista Caramelo (1997).

Os princípios estéticos, ambientais e organizacionais deste projeto estão comigo até hoje.

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 FDE.

Neste projeto, pudemos explorar algumas questões bastante importantes para a Arquitetura Móvel. Dentre elas, a relação entre as partes fixas (empenas) e as móveis (todos os outros elementos); a composição de um edifício e seu espaço a partir de uma biblioteca limitada de elementos construtivos; a exploração da forma e do espaço como uma coleção de arranjos de um sistema de objetos; o estabelecimento de uma gramática plástica a partir de decisões quanto à forma dos componentes isolados, assim como seu agenciamento na escala do espaço. Um esforço concretamente coletivo: Jorge, Hélio, Marcus e Caio envolveram-se profundamente no desenvolvimento do projeto – a riqueza de um trabalho em equipe. Nenhum estagiário, nenhum guru (com exceção do Barossi e suas dicas… valiosas dicas…), e o auxílio da empresa Aluaço, que nos ajudou a especificar a dimensão das peças estruturais. Alguns dos temas deste projeto passaram a me acompanhar definitivamente, e participaram na renovação que propus para o
Metadesign.


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 Telecurso 2000

Série de ilustrações pedagógicas para o material impresso do Telecurso 2000 (Fundação Roberto Marinho e FIESP). Fui agenciado pela Editora Página Viva durante 1994-1996. Realizei mais de duas mil ilustrações. Os prazos eram sempre curtíssimos. Fazia as ilustrações diretamente em vetor. Em geral, sem nenhum rascunho… não havia tempo!

Aproveitei para criar uma coleção pessoal de “clip-art”. Foi um aprendizado considerável. Além disso, dei vazão contínua, pelo menos durante um ano, para minha compulsão de desenhar o tempo todo. Nenhum programa 3D, ou mesmo tablet digitalizador, ou scanner… Tudo feito “a mouse”…

 Antropomórficos (2001-)

A partir de 2001, passei a pesquisar a possibilidade de estruturas antropomórficas diretamente ligadas ao corpo em movimento; aquilo que em ficção científica e literatura de fantasia denomina-se “exo-esqueleto”. A vasta exploração imagética que reveste esse assunto, tanto na cultura pop ocidental como na oriental (Robotech, Gundam, etc.), tende a ater-se à plástica desvinculada da corporeidade, e à estreita vinculação entre exo-esqueleto e militarismo. clique aqui para mais informações

 FDE. Projeto de novo padrão de escolas (1998).

Projeto elaborado pela equipe composta por: Jorge Yoshida, Hélio Sabato, Marcelo Del Mastro, Marcus Del Mastro e Caio Vassão. Fomos premiados em terceiro lugar. Dos cinco, apenas eu e Jorge estávamos formados. Este projeto nos colocou na listagem da “geração 1990″ da FAUUSP (Revista Projeto). Projeto publicado na Projeto e AU. clique aqui para mais informações

 Centro Auto-Regenerativo (TGI, 1996).

Trabalho de graduação interdisciplinar (TGI apresentado à FAUUSP em agosto de 1996). Diretamente influenciado por Buckminster Fuller (perceptivelmente no “regenerativo” do título) este trabalho marcou uma posição de procura permanente de alternativas quanto à composição do ambiente urbano. Selecionado como melhor trabalho de graduação da FAUUSP em 1996 (e solenemente ignorado pelo júri do “Opera Prima”) foi publicado na revista Caramelo (1997).

Os princípios estéticos, ambientais e organizacionais deste projeto estão comigo até hoje.
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 Uma Concretude Fugidia.

Discussão quanto à mediação e a alienação do corpo pela linguagem, pelo estatuto e pela arte contemporânea. Possibilidade de ter-se no corpo o fulcro existencial (ontológico) e epistemológico.

 Hiperambiente.

Discussão quanto as características do ambiente urbano redefinido pela globalidade e pela translocalidade. A telepresença, a virtualização, e a mobilidade facilitada envolvem questionar a estrutura tradicional da cidade.